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Dra. Camille Flexa da Rocha – Nefrologista em Santarém – PA

Você sofre com pedra nos rins ou conhece alguém nessa situação? Nesse artigo eu te conto as principais dúvidas e quando procurar uma nefrologista para te ajudar.

Os cálculos renais ou litíase renal, mais conhecido como pedra nos rins, é uma doença comum na população no mundo todo, principalmente nos países de clima quente.

As pedras são formações sólidas resultantes da junção de pequenas partículas na urina, que quando agrupadas, formam cristais, que podem ou não se transformar em pedras maiores.

pedra nos rins

1. É comum ter pedra nos rins?

Essa é uma condição comum, que afeta mais homens que mulheres ao longo da vida. Aproximadamente 1 em cada 2 pacientes voltará a formar cálculos ao longo da vida.

No Brasil, cerca de 1 em cada 10 pessoas (10% da população), tem pedra nos rins, a incidência aumenta no verão e há uma predisposição genética associada.

A boa notícia é que, com diagnóstico adequado e acompanhamento especializado, é possível reduzir significativamente as crises, prevenir complicações e preservar a função renal.

2. Quem é a médica que trata pedra nos rins?

Existem duas especialidades médicas que acompanham pedra nos rins, a nefrologia e a urologia.

A nefrologista possui formação clínica, acompanha o paciente investigando a origem da formação da pedra, se tem mecanismos genéticos ou metabólicos envolvidos, avalia possíveis tratamentos para evitar ou reduzir a sua formação.

Já o médico urologista é um cirurgião, portanto, é responsável pela abordagem cirúrgica dos casos, quando indicados.

médica nefrologista em Santarém, Pará

Dra Camille é médica nefrologista, especialista em pedra nos rins.

Formada pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.

Com experiência há mais de 6 anos trabalhando em grandes centros de referência como o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital São Luiz da Rede DOr.

Atualmente atende em consultório particular na forma presencial em Santarém / Pará e teleconsulta para o Brasil e outros países.

Atua com escuta ativa durante a consulta, focando no paciente e suas dores.

Atendimento associado à tecnologia, com o uso do Ultrassom para auxílio no exame físico.

A consulta com a nefrologista envolve várias etapas para investigar, as causas que levaram a formação das pedras nos rins, e prevenir o aparecimento de novas pedras, evitando danos aos rins, como a formação de cicatrizes renais e o aumento do tamanho das pedras que podem interromper a passagem da urina, causando uma obstrução renal.

Durante a consulta a nefrologista faz uma avaliação metabólica completa, por meio de exame de sangue e de urina coletada em 24 horas podemos identificar alterações como:

  1. Hipercalciúria
  2. Hiperoxalúria
  3. Hipocitratúria
  4. Ácido úrico elevado

É possível fazer uma avaliação do seu cálculo, se você tiver ele guardado. A tecnologia mais moderna e acurada utilizada é através da análise cristalográfica por infravermelho, sendo os meios de análise bioquímica considerados obsoletos.

Com base na avaliação metabólica, conseguimos:

  1. Fazer ajustes dietéticos individualizados: baseados nos fatores de risco de cada paciente, evitando restrições desnecessárias e garantindo segurança nutricional.
  1. Avaliar o tratamento medicamentoso quando necessário. As evidências mostram que esses tratamentos reduzem a recorrência de cálculos em até 50% 

3. Por que as pedras nos rins se formam?

Diversos fatores contribuem para o aparecimento dos cálculos renais, incluindo:

  • Baixa ingestão de água, tornando a urina muito concentrada e facilitando a formação dos cristais
  • Excesso de sal (sódio) e proteína animal na dieta, especialmente a carne vermelha
  • Aumento do cálcio, oxalato ou ácido úrico na urina
  • Histórico familiar
  • Obesidade e síndrome metabólica
  • Doenças intestinais com má absorção
  • Uso de certos medicamentos (ex.: topiramato, diuréticos de alça, vitamina C em altas doses)

Esses fatores modificam a composição da urina e favorecem a cristalização de cálcio, oxalato, ácido úrico ou outras substâncias.

4. Como saber se tenho pedra nos rins?

Muitas vezes esses cálculos podem ser tão pequenos a ponto de não dar nenhum sintoma, e as pessoas descobrem como um achado em exame de imagem de rotina.

Porém, quando as pedras se tornam maiores, mudam de posição ou ficam presas em alguma parte do sistema urinário, elas podem impedir a passagem de urina, causando inflamação e distensão das vias urinárias, o que apresenta-se como os famosos sintomas de cólica renal.

cálculo renal

Os sintomas podem variar, mas geralmente incluem:

  1. Dor lombar intensa, em cólica, podendo irradiar para abdômen inferior e virilha
  2. Náuseas e vômitos
  3. Sangue na urina (hematúria)
  4. Aumento da vontade de urinar
  5. Dor ao urinar
  6. Urina turva ou com odor forte
  7. Febre e calafrios — sinal de alerta para infecção urinária associada, que é emergência médica

Mesmo que a dor passe, isso não significa que o cálculo desapareceu, e o acompanhamento é fundamental.

5. O Chá de “quebra pedra” funciona?

O tão conhecido chá de quebra pedra é feito a partir da planta Phyllanthus niruri. E apesar do nome popular, ele não quebra pedras já formadas ou dissolve elas.

Os estudos mostram que o chá funciona mais como uma prevenção de formação de novos cálculos do que tratamento de pedras já existentes. Ele age convertendo cristais de oxalato de cálcio em cristais que se aderem menos às vias urinárias, evitando a cristalização e formação das pedras.

Vale lembrar que, se o cálculo não for de oxalato de cálcio, o chá não terá esse efeito preventivo.

6. Quando procurar a nefrologista?

Procure avaliação especializada se você:

  • Já teve dois ou mais episódios de cálculo
  • Têm histórico de pedras recorrentes na família
  • Teve cálculo antes dos 30 anos
  • Tem cálculo bilateral ou coraliforme (associado a infecções)
  • Apresenta doenças associadas: gota, obesidade, diabetes, doença intestinal, cirurgia bariátrica
  • Deseja prevenir novos episódios de forma eficaz

O acompanhamento regular permite:

  • Rastrear novos cálculos antes que causem dor
  • Ajustar terapias
  • Proteger a função renal a longo prazo

Leia também: Pedra nos rins: 7 dicas da nefrologista para prevenir novos episódios

Leia também: Nefrologista: quando procurar ajuda especializada

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