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Dra. Camille Flexa da Rocha – Nefrologista em Santarém – PA

Você já ouviu falar em nefrologista, mas não sabe exatamente o que essa médica faz ou quando deve procurá-la? Se você tem dúvidas sobre a saúde dos seus rins, acompanhe a leitura e saiba mais sobre essa especialidade tão importante.

rim e vias urinárias

Neste artigo você vai ler:

1. O que faz uma médica nefrologista?

2. Quando procurar uma médica nefrologista?

3. Quais as doenças e alterações que a nefrologista acompanha?

4. Qual a diferença entre nefrologista e urologista?

5. O que esperar da consulta com a nefrologista?

Médica nefrologista em Santarém / Pará

Dra Camille é médica nefrologista, formada pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo.

Especialista em doenças e alterações dos rins e vias urinárias.

Com experiência há mais de 6 anos trabalhando em grandes centros de referência como o Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital São Luiz da Rede DOr.

Atualmente atende em consultório particular na forma presencial em Santarém / Pará e teleconsulta para o Brasil e outros países.

Atua com escuta ativa durante a consulta, focando no paciente e suas dores.

Atendimento associado à tecnologia, com o uso do Ultrassom para auxílio no exame físico.

1. O que faz uma médica nefrologista?

Médica nefrologista em Santarém / Pará

A nefrologia é a especialidade médica que estuda os rins, suas doenças e respectivos tratamentos. Os rins desempenham um papel vital em nosso corpo, filtrando resíduos e toxinas, regulando a pressão arterial e mantendo o equilíbrio de líquidos e minerais.

Um erro comum é associar a nefrologia apenas ao acompanhamento dos pacientes em hemodiálise. Porém, a médica nefrologista é especialista na prevenção, tratamento e acompanhamento de doenças renais e das vias urinárias.

O setor de diálise é uma parte importante na prática médica da nefrologia, porém não é o único. E essa experiência no cuidado renal é o que faz a diferença para prevenir a progressão da doença para fase final.

2. Quando procurar uma médica nefrologista?

Muitas pessoas só procuram a nefrologista quando os sintomas estão mais intensos. Porém, os problemas renais costumam se desenvolver de forma silenciosa. Por isso, é essencial ficar atento a alguns sinais e fatores de risco:

  • Alteração nos exames de função renal como creatinina e cistatina C
  • Alteração no exame de microalbuminúria (dosagem de proteína da urina)
  • Urina com espuma, sangue, cheiro forte ou coloração anormal
  • Dor ou ardência ao urinar
  • Dor lombar
  • Inchaço nas pernas, pés ou na região dos olhos
  • Cansaço excessivo sem motivo aparente
  • Pressão alta e diabetes sem controle
  • Histórico familiar de doença renal

Se você se identificou com alguma dessas situações, é hora de buscar orientação médica especializada.

3. Quais as doenças e alterações que a nefrologista acompanha?

nefrologista

Atualmente estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros tenham alguma doença renal crônica. Se você convive com doenças como pressão alta e diabetes, entender o papel dessa especialidade pode fazer toda a diferença para sua qualidade de vida.

Além dessas alterações metabólicas mencionadas, outros acometimentos renais podem progredir para cronicidade renal, sendo importante o acompanhamento regular com a nefrologista para reduzir risco de progressão e tratamento eficaz. 

Problemas que podem levar a doença renal crônica:

  • Hipertensão arterial (pressão alta)
  • Diabetes
  • Pedra nos rins
  • Cisto nos rins
  • Perda de sangue ou proteína pela urina
  • Infecções urinárias recorrentes
  • Doenças autoimunes e genéticas
  • Uso excessivo de medicações e suplementos sem indicação médica
  • Hábitos como tabagismo, consumo excessivo de sal e de bebida alcoólica

3.1 Doença Renal Crônica:

nefrologista doença renal cronica

Você sabia que a cada 10 adultos 1 é portador de doença renal crônica (DRC)? Ela é mais comum do que se imagina e representa hoje um dos principais problemas de saúde no mundo.

Cerca de 10 milhões de brasileiros já possuem algum grau de perda de função renal e o mais preocupante é que grande parte dessas pessoas não sabem que têm a doença, já que na maioria das vezes ela é silenciosa!

Como a progressão da doença renal crônica (DRC) é lenta, o organismo consegue se adaptar a perda de função, por isso a maioria dos pacientes não apresentam sintomas até atingir fases mais avançadas da doença.

Por isso, é fundamental o rastreio anual de doenças renal com os exames: creatinina, urina simples e microalbuminúria. Muitas vezes esses exames já estão alterados e necessitam do olhar especializado da nefrologista para tratamento adequado e prevenção da piora de função renal

Leia também: Doença Renal Crônica (DRC): entenda mais sobre essa doença silenciosa

3.2 Pedra nos rins:

pedra nos rins nefrologista

Os cálculos renais ou litíase renal, mais conhecido como pedra nos rins, é uma doença comum na população no mundo todo, principalmente nos países de clima quente.

No Brasil, cerca de 1 em cada 10 pessoas (10% da população), tem pedra nos rins, a incidência aumenta no verão e há uma predisposição genética associada.

A boa notícia é que, com diagnóstico adequado e acompanhamento especializado, é possível reduzir significativamente as crises, prevenir complicações e preservar a função renal.


O acompanhamento regular com nefrologista permite:

  • Rastrear novos cálculos antes que causem dor
  • Procurar o motivo da formação das pedras
  • Iniciar tratamento individualizado
  • Proteger a função renal a longo prazo

Leia também: Pedra nos rins: 5 dúvidas comuns e quando procurar a nefrologista

Leia também: Pedra nos rins: 7 dicas da nefrologista para prevenir novos episódios

3.3 Cisto nos rins:

nefrologista cisto no rim

Se você descobriu um cisto ou massa renal em um exame de imagem, é importante passar em avaliação especializada pelo menos uma vez no ano, para acompanhar a estabilidade da lesão.

Na maioria das vezes, os cistos/tumores renais são descobertos por acaso em exames de imagem solicitados por outros motivos. Apesar de muitos achados serem benignos, alguns exigem acompanhamento cuidadoso — especialmente em pessoas com hipertensão, diabetes ou doença renal crônica (DRC).

Porém, existem casos que a avaliação com a nefrologista é obrigatória, para diagnóstico correto e tratamento adequado, prevenindo assim complicações mais graves. Se você apresenta as seguintes condições:

  • Tem cistos renais complexos
  • Foi diagnosticado com massa renal
  • Possui hipertensão ou diabetes
  • Já tem doença renal crônica
  • Vai realizar cirurgia renal
  • Tem histórico familiar de doenças renais

Leia também: Cistos renais: quando se preocupar e qual o papel da nefrologista?

3.4 Infecções urinárias:

nefrologista infeccao urina


A infecção urinária é uma das condições mais comuns na prática médica, especialmente entre mulheres. Pelo menos 50-60% das mulheres têm um episódio de infecção urinária na vida.

Apesar de frequente, ainda gera muitas dúvidas, especialmente em casos complicados como as infecções de repetição.

Os principais fatores associados são: alterações anatômicas como prolapsos genitais ou pedra nos rins, hábitos como segurar o xixi por muito tempo e tabagismo, uso de espermicidas após relação sexual e alteração da flora vaginal em situações como a menopausa ou vaginites.

Procure avaliação médica se você tiver:

  • Sintomas persistentes após tratamento
  • Dor ou ardência ao urinar
  • Febre associada a sintomas urinários
  • Dor lombar
  • Infecções repetidas

Leia também: Infecção urinária: o que você precisa saber e quando investigar recorrência

3.5 Nefrites:

especialista nefrite em santarem

As doenças glomerulares, conhecidas popularmente como “nefrites”, estão entre as principais causas de perda progressiva da função renal.

Elas envolvem a inflamação dos glomérulos (as estruturas responsáveis pela filtração do sangue dentro dos rins). E podem se manifestar de forma silenciosa no início.

O diagóstico é feito por meio da biópsia renal, e entre as principais causas estão:

  • Glomerulonefrite pós-infecciosa (comum em crianças)
  • Nefropatia por IgA
  • Nefrite lúpica

Presença de sangue na urina, aumento da pressão arterial de forma súbita e sem explicação, inchaço no rosto e pernas e piora progressiva de função renal devem sempre levantar suspeita e motivar investigação precoce.

A abordagem é individualizada, e inclui controle rigoroso da pressão arterial, uso de medicamentos imunossupressores em casos selecionados e medidas para reduzir complicações como perda progressiva de função renal.

3.6 Síndrome nefrótica:

inchaço nefrologista santarem

As doenças glomerulares também podem se apresentar na forma de síndrome nefrótica, que se manifesta principalmente por:

  • Inchaço
  • Perda de proteínas na urina (albuminúria > 3,5 G)
  • Queda nas proteínas do sangue (hipoalbuminemia)

Assim como as nefrites, pode ter origem primária nos rins como no caso de doenças autoimunes e genéticas, ou pode ser secundária a outras doenças, como no caso da nefropatia diabética e infecções como hepatite e HIV.

O diagóstico também é feito por meio da biópsia renal, sendo as principais causas:

  • Doença de Lesões Mínimas: Causa mais comum em crianças.
  • Glomerulosclerose Segmentar e Focal (GESF): Principal causa em adultos.
  • Nefropatia Membranosa: Frequente em idosos e associada a neoplasias.
  • Diabetes Mellitus: Principal causa secundária de síndrome nefrótica.
  • Amiloidose: um tipo de acúmulo de proteínas anormais (amiloide) nos órgãos e tecidos

Se você apresenta essas alterações, procure a nefrologista o mais rápido possível:

  • Sangue na urina
  • Proteína na urina
  • Alteração na creatinina
  • Aumento do colesterol
  • Pressão alta sem controle

O seguimento com a médica nefrologista é fundamental para definição do tratamento e da prevenção da perda de função renal.

4. Qual a diferença entre nefrologista e urologista?

Tanto o nefrologista quanto o urologista são especialistas do sistema urinário, porém o nefrologista possui formação em clínica geral e cuidará das doenças que necessitem de um tratamento e seguimento clínico.

Já o médico urologista é um cirurgião, portanto, acompanhará pacientes com doenças que necessitam de um procedimento cirúrgico.

Um bom exemplo é o caso de pacientes com pedra nos rins, que devem ser acompanhados pelas duas especialidades. O nefrologista acompanha o paciente clinicamente, investigando a origem da formação da pedra e possíveis tratamentos para evitar ou reduzir a sua formação. Já o urologista é responsável pela abordagem cirúrgica dos casos, quando indicados.

Leia também: Pedra nos rins: 5 dúvidas comuns e quando procurar a nefrologista

5. O que esperar da consulta com a nefrologista?

consulta nefrologista

Na primeira consulta, a Dra Camille vai fazer perguntas sobre seu histórico de saúde, hábitos de vida, medicações que utiliza todo dia e investigar a presença de sinais e sintomas associados.

A consulta é voltada para a prevenção e cuidado renal, porém a investigação é completa, para entender todo o conjunto e identificar se a alteração é primária dos rins ou secundária por uma sobrecarga de outra parte do corpo.

O atendimento envolve escuta ativa, a Dra explica e tira dúvidas de todos os achados durante a consulta. No consultório está disponível o ultrassom para auxílio no exame físico, para aumentar a precisão durante a avaliação. Por isso, a consulta pode ser longa dependendo do caso, no geral com uma margem de 60 a 90 minutos de duração.

A sua consulta pode ser presencial ou online por telemedicina. O atendimento online é feito com segurança e guiado por técnicas pensadas para esse tipo de consulta, sem perder a qualidade do cuidado.

São exames importantes para consulta:

  • Exame de urina simples e microalbuminúria (dosagem de proteína da urina)
  • Creatinina e ureia no sangue
  • Ultrassonografia dos rins
  • Exames de pressão arterial

Esses exames ajudam a entender como está a função dos rins e se há sinais iniciais de algum problema.

Com base nos resultados, a médica poderá definir o estágio de doença renal, se é uma alteração crônica ou aguda, e então indicará o tratamento adequado, que pode incluir mudanças na alimentação, uso de medicamentos específicos, controle da pressão e diabetes, e orientar a frequência de acompanhamento.

Não espere sentir dor ou ter complicações renais, prevenção e acompanhamento fazem a diferença no tratamento e progressão de doenças. Faça avaliação com uma médica especialista!

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